não te suporto na varanda
brasa entre os dedos
ar de fumaça
olhar de neblina fitando o nada
não te suporto pela manhã
remelando entre bocejos
me soprando teu bafo de ontem
exalando teus cheiros dormidos
como um fungo que propositalmente
me drena a paz e corrói os sentidos
não suporto tua boca rósea
aberta ou fechada
gritando calada
ou mordendo o que não deve
igualzinha a mãe
não te suporto metendo
dilacerando minhas costas
suando meu corpo
sujando minha rola
com esse fossa que chama de cu
então toma aqui um café pingado
esporrado em sua homenagem
você sempre gostou de creme
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